Criminosos se rendem e ocorrência com reféns acaba bem

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suspeitos-3suspeitos-1Texto/foto: Alexsandro Wojcik

Uma ocorrência policial parou a cidade de Contenda na tarde desta sexta-feira, dia 30 de setembro. Duas mulheres foram feitas reféns dentro de um comércio de armarinho situado na Avenida Stanislau Szczypior, no que, a princípio, se tratava de uma tentativa de assalto. Umas das reféns era a proprietária do estabelecimento, enquanto a outra, segundo informações não oficiais, seria sua filha.

Luccas Abagge (à direita), de 26 anos, que possui um extenso histórico criminal, era um dos envolvidos. Ele contava com o apoio de um comparsa, ainda não identificado, na ação. Informações obtidas com exclusividade durante o andamento da situação ditam que a dupla só liberaria as reféns depois da chegada da imprensa (televisão).

Um grande contingente policial se mobilizou no local e, depois de pelo menos duas horas de negociações comandadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pelo Centro de Operações Especiais (COE), os dois se renderam (fotos: divulgação Polícia Militar).

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Foto: reprodução / WhatsApp

Ficha criminal

Luccas estava preso desde novembro do ano passado pela morte do adolescente Matheus de Godoy Bueno, de 16 anos, assassinado na Praça da Espanha, em Curitiba. Antes, Abagge foi preso suspeito de participar de um sequestro relâmpago de um jovem, também na capital. Outro mandado contra ele é pela morte de Erivelton Júlio de Carvalho, de 34 anos. O crime aconteceu em julho deste ano no centro de Curitiba. Ele também já respondeu por receptação, roubo, posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal.

Abagge estava foragido da Justiça desde junho quando conseguiu fugir da Penitenciária Central do Estado (PCE) em Piraquara. Há cerca de 15 dias, inclusive, a Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Curitiba chegou a pedir ajuda para encontrar o acusado.

Luccas é filho de Beatriz Abagge, condenada a 21 anos de prisão pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, no Litoral do Paraná. O caso ocorreu em 1992 em um suposto ritual de magia negra, que ficou conhecido em todo o Brasil como “o crime das bruxas de Guaratuba”.

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