

Após sete anos e meio, chegou ao fim o julgamento de um dos crimes de maior repercussão em Araucária, Contenda e região. Everton Gonçalves (foto acima) foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão pela morte do então sócio, Célio Roberto Soares de Campos (foto abaixo), ocorrida em março de 2019. Célio morava em Contenda, cidade na qual sua empresa também prestava serviços à época.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri e teve início na quinta-feira (10), com a apresentação das teses da acusação e da defesa. Ao final, os jurados consideraram Everton culpado pelo homicídio.
A pena foi definida pela juíza da Vara Criminal de Araucária com base na decisão do Conselho de Sentença. Após a leitura da sentença, Everton foi preso e encaminhado ao sistema prisional.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 14 de março de 2019, na Rua Júlia Tereza Bini, no Centro de Araucária. Célio e Everton eram sócios da empresa de segurança Protect.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Célio teria descoberto que o sócio realizava desvios de recursos da empresa e havia marcado uma reunião com Everton para discutir o fim da sociedade.
Durante o encontro, um segundo homem teria chegado ao local e efetuado um disparo na nuca de Célio. Inicialmente, Everton apresentou às autoridades uma versão de que a empresa teria sido alvo de um assalto, mas a investigação apontou inconsistências no relato.
Ainda conforme a investigação, o homicídio teria sido planejado para simular um latrocínio.
Everton chegou a ser preso após o crime, mas obteve liberdade por decisão judicial em 2020. Posteriormente, tornou-se foragido após a expedição de um novo mandado de prisão, passando novamente a responder ao processo em liberdade.
Sete anos após o crime, o Tribunal do Júri agora definiu a condenação do empresário.
Fonte: O Popular











