Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Condenado a 29 anos homem que mandou matar bancária que morava em Contenda

Fonte: Canal da Cidade

A família de Valdeliz Alberti Baumel finalmente está vendo a justiça ser feita. Ontem, quinta-feira (8/10), o Tribunal do Júri de Joinville (SC) condenou a 29 anos e dois meses de prisão o mandante do assassinato da ex-gerente do banco Itaú, morta com um tiro na cabeça em 14 de abril de 2016, na frente do neto, de 6 anos.

O condenado, porém, não estava no plenário. Loristan de Carvalho Júnior é considerado foragido, não compareceu ao julgamento e só começará a cumprir a pena quando for localizado.

Natural de Curitiba e com muitos familiares na Lapa, Valdeliz fez carreira em Araucária e morava em Contenda. Por muitos anos, foi gerente da agência do Itaú em Araucária, onde era muito conhecida, até ser transferida para a agência de Pirabeiraba, distrito de Joinville (SC). Passou então a dividir a rotina: a semana em Santa Catarina e os fins de semana em Contenda, com o marido.

Foi em Pirabeiraba que ela acolheu a filha e o neto. Ao saber que os dois viviam um relacionamento marcado pela violência doméstica, convidou-os para morar com ela. Inconformado com o fim do relacionamento, o ex-genro contratou um homem para executar o crime e depois falsificou conversas para tentar culpar o novo namorado da ex-companheira.

O crime ocorreu em 2016, antes da mudança na lei que endureceu as penas para crimes contra mulheres. Por isso, o réu respondeu por homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa, com a pena ainda aumentada por ter sido praticado na frente do neto. Ele também respondeu por falsificação de documento.

Com a legislação atual, um caso como este poderia ser enquadrado como feminicídio e vicaricídio — quando alguém mata pessoa próxima de quem quer atingir para causar sofrimento.

“O tempo passa, mas a dor e a tristeza continuam”, relatou a filha da vítima durante o julgamento. Aos prantos, o irmão disse que iria comunicar aos pais idosos que a justiça prevaleceu. Os relatos dos familiares foram divulgados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

erro: Content is protected !!