Justiça determina que réu por morte de funcionária de supermercado em Araucária vá para prisão domiciliar

Fonte: G1

Por: RPC Curitiba

A Justiça determinou, na segunda-feira (14), que o empresário Danir Garbossa, réu pela morte de uma funcionária de um supermercado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, cumpra prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

Danir responde pela morte de Sandra Ribeiro, de 45 anos. Ela foi baleada no supermercado em que trabalhava durante uma confusão entre Garbossa, que se recusou a usar a máscara, e o segurança do estabelecimento, em abril.

De acordo com a decisão, o empresário apresentou problemas de saúde e “quadro de demência acentuado” durante a prisão preventiva no Complexo Médico-Penal (CMP), e o local não tem condições de oferecer tratamento ao réu “especialmente diante da ausência de médico de especialidade em casos de demência”.

Segundo a defesa do empresário, Danir deixou a prisão na manhã desta terça-feira (15).

O empresário é réu pelos crimes de homicídio, lesão corporal e por infração de medida sanitária.

De acordo com a decisão, Danir deve cumprir a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e só pode sair de casa para fazer um tratamento psiquiátrico obrigatório.

Segundo a juíza Helênika Valente de Souza Pinto, o empresário deve fazer o tratamento porque “pende sobre o acusado a dúvida com relação a sua sanidade mental”.

Defesa alega doença degenerativa

A defesa do réu afirma que Danir tem demência frontotemporal.

“A decisão que concede a liberdade reconhece que ele tem um estado de saúde frágil e um quadro clínico gravíssimo. Um quadro altamente degenerativo do sistema neurológico”, afirmou o advogado Ygor Salmen.

Segundo a defesa, Danir agrediu o funcionário no supermercado por causa das doenças neurológicas, e que este quadro degenerativo foi comprovado por exames médicos.

O caso

Imagens de câmeras de monitoramento mostram que Danir agrediu um funcionário do mercado e depois se envolveu em uma luta corporal com o segurança.

De acordo com os depoimentos, a briga começou após um dos funcionários pedir para que o cliente colocasse uma máscara no rosto.

Danir e a funcionária foram atingidos por disparos durante a briga. Ela foi atingida no pescoço e morreu antes da chegada do socorro.

O empresário foi atingido na costela de raspão e levado para o Hospital do Trabalhador. Após ser atendido, foi preso.

De acordo com a Justiça, o disparo que matou Sandra saiu da arma do segurança que brigou com o réu. No entanto, a juíza entendeu que o segurança agiu em legítima defesa quando Danir tentou se apoderar da arma.