Inocente, um dos presos pela morte de sócio da Protect é liberado pela Polícia

Na última sexta-feira (5) a Polícia Civil de Araucária prendeu dois suspeitos pela morte de Célio Roberto Soares de Campos, sócio proprietário da empresa de segurança Protect. Célio tinha 36 anos, era morador de Contenda, e foi assassinado em 14 de março de 2019.

Imagem: reprodução / RIC TV

Um dos dois presos pela Polícia na sexta-feira (5), porém, era inocente. Conforme mostrou com mais detalhes reportagem da RIC Record TV Curitiba, Victor Gabriel Grotti (foto) foi preso após ser flagrado por uma câmera de segurança no local em que Célio foi encontrado morto. Entretanto, o jovem havia ido ao estabelecimento para ver a esposa na escola de dança, que ficava no mesmo imóvel da empresa de segurança. A infeliz coincidência resultou na prisão temporária do jovem, como suspeito de ser o autor do crime.

“Ele estava na frente do estabelecimento onde a vítima foi morta, desce, conversa no celular, enquanto o motorista do aplicativo uber fica parado, e entra de novo e vai embora. Seis minutos depois, entra o assassino, mata a vítima e vai embora. A prisão do Victor, com base nessas informações, foi uma prisão temporária que não o acusa de nada, para auxiliar nas investigações, foi decretada essa prisão. E aqui foi esclarecido que ele não tem nenhum envolvimento”, revelou o delegado Tiago Wladyka à RIC.

O então sócio de Célio, Everton Gonçalves, acusado de ser o mandante do crime, segue preso.

As investigações

Segundo o Delegado Tiago Wladyka, inicialmente, foi instaurado inquérito policial no intuito de investigar um latrocínio. Após ouvir testemunhas e analisar outras provas, porém, chegou-se à conclusão de que houve uma execução, a qual o sócio de Célio, Everton Gonçalves, seria o mandante, sendo que, juntamente com outro indivíduo, ele teria arquitetado a morte do empresário, forjando um falso assalto.

Célio teria descoberto que seu sócio estava desviando dinheiro da empresa e no dia do crime, havia marcado uma reunião com seu sócio, visando desfazer a sociedade em razão dos desvios que havia descoberto. Essa informação foi dada à Polícia por testemunhas no decorrer das investigações.