Produtividade da soja diminuiu em Contenda e região, mas preços compensam a queda na produção

Colheita da soja em Contenda – grande parte da produção do município é comercializada via trading em Paranaguá. Foto: Loan Ivankio.

Alexsandro Wojcik

Com o preço da saca próximo dos R$ 80,00, a comercialização da soja segue em ritmo acelerado e maior se comparado com o mesmo período do ano passado, quando, em meio à uma safra recorde, o preço girava em torno de R$ 62,00 por saca. As condições climáticas menos favoráveis à cultura foram um dos principais fatores para a menor produtividade da soja nesta safra, o que ocorreu também em áreas com baixo investimento, mas o preço acaba compensando a queda na produção.

Segundo o Secretário da Agricultura de Contenda, Jorge André Gonçalves da Silva, na última safra foram colhidas em média 65 sacas de 60 kg por hectare na região (um hectare corresponde a dez mil metros quadrados), já nesta safra, a produtividade média alcançou em torno de 58 sacas por hectare. Ainda segundo Jorge, a quebra de produtividade na safra da Argentina e a valorização do dólar são alguns fatores responsáveis para que o preço da saca de 60 kg esteja próximo dos R$ 80,00 atualmente.

Ao mesmo tempo em que comercializam a produção da safra encerrada recentemente, os agricultores já fazem o planejamento para a próxima safra. Assim como foi recomendado para a safra já finalizada, para a próxima safra, a recomendação é que os produtores sejam cautelosos, pois as margens devem continuar apertadas. De acordo com Gerson Baumel, técnico da Futuragro em Contenda, investimentos como correção do solo, seja com calcário ou nutrientes como Fósforo e Potássio, controle eficiente de ervas como a buva e azevém e um bom manejo fitossanitário podem ajudar a elevar a média de produtividade e consequentemente melhorar a rentabilidade do produtor, como já aconteceu este ano para os agricultores que fizeram os investimentos recomendados.

Além do momento favorável para comercialização da safra atual, o produtor também pode aproveitar e ‘travar’ seu custo de produção para a safra 2018/2019 com os contratos futuros, através dos quais o agricultor acerta desde já uma quantidade definida por um preço também já definido, sendo que a vantagem é que tais preços giram próximos aos preços atuais de venda, que, como dito, estão altos.