Detentos são contidos após rebelião e tentativa de fuga na Delegacia da Lapa

Foto: reprodução

Fonte: Canal da Cidade

Um princípio de rebelião na Delegacia de Polícia Civil da Lapa assustou os moradores das proximidades na madrugada desta segunda-feira (19). Por volta das 5h da manhã o agente que estava de plantão ouviu barulhos na carceragem e acionou a Polícia Militar e os Bombeiros para dar apoio. Os presos destruíram parcialmente a carceragem, fizeram buracos nas paredes e tentarem quebrar a porta do local, que dá acesso à parte administrativa da Delegacia, onde ficam os policiais. Em seguida os criminosos invadiram o solário, lugar onde tomam banho de sol diariamente, e ameaçaram queimar colchões e promover outros prejuízos.

Com a chegada ao local de uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) aconteceu o confronto com os detentos e a Polícia precisou efetuar disparos de arma de fogo dentro da Delegacia para conter os presos. Ninguém ficou ferido e por volta das 7h a situação estava controlada pelos policiais.

Segundo o delegado da Lapa, Dr. Vinicius Fernandes Maciel, os presos estão neste momento no solário da Delegacia sob a vigilância de equipes do COPE e da Polícia Militar. Eles vão permanecer no local até que sejam feitos todos os reparos necessários na carceragem. A expectativa é que até a noite desta segunda-feira os detentos já voltem para a carceragem.

Segundo o que o Canal da Cidade apurou, o motivo da rebelião teria sido o descontentamento dos presos com a superlotação da carceragem. Com capacidade para 14 presos, hoje a Delegacia da Lapa abriga 58, alguns em situação irregular, pois deviam estar em penitenciárias.

A superlotação da Delegacia afeta também os serviços de investigação da Polícia Civil da Lapa e causa insegurança aos agentes, já que na maioria das noites apenas um agente fica no local para cuidar dos mais de 50 presos. As tentativas de fuga no local são constantes, a última havia ocorrido no final do mês de fevereiro, quando os agentes encontraram dois buracos na carceragem que estavam sendo cavados pelos presos.