Empresário envolvido no caso Condor é indiciado por homicídio qualificado com dolo eventual

No final da tarde de ontem (8) a Polícia Civil de Araucária concluiu o inquérito sobre o caso ocorrido no Hipermercado Condor, que culminou na morte da funcionária Sandra Ribeiro. O empresário de Contenda Danir Garbossa, cliente que tentou entrar no estabelecimento sem a máscara de proteção contra o coronavírus, foi indiciado por homicídio qualificado com dolo eventual, quando o envolvido assume o risco de matar. Garbossa responderá também pelos crimes de menor gravidade de perturbação do trabalho, infração de medida sanitária preventiva, dano qualificado, injúria e lesão corporal.

O Delegado Tiago José Wladyka foi o responsável pelo inquérito, que segue agora para o Ministério Público, que, por sua vez, deverá se manifestar após analisar o caso e as provas apresentadas.

Sobre o indiciamento por homicídio qualificado, o Delegado explicou que o empresário “deu causa ao resultado” ao entrar no mercado “abruptamente”, agir de forma violenta e avançar contra um vigilante armado e ainda tentar tirar a arma da mão dele. Com relação ao vigilante Wilham Soares, o Delegado entendeu que o mesmo agiu em legítima defesa. Um prontuário médico atestando que Garbossa apresentava uma lesão na mão, imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas apontariam que de fato ele tentou tirar a arma da mão do segurança, o que reforçaria a tese de legítima defesa. A defesa de Garbossa, por sua vez, afirma que isto não aconteceu, e que novas imagens de câmeras de segurança – ainda aguardadas – comprovariam que ele não tentou tirar a arma do vigilante.

A defesa do empresário reafirma que seu cliente está à disposição da Justiça e responderá pelos atos praticados.