Gaeco cumpre ordens de busca e apreensão e afasta agentes públicos em investigação que apura ilegalidades na condução da fila do SUS em Contenda

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público responsável por investigações e atividades de combate ao crime organizado, realizou uma operação de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira, 06 de Dezembro, em Contenda, em apoio à 1.ª Promotoria de Justiça da Lapa. Integrantes do Gaeco foram vistos nas redondezas da Câmara Municipal e da Secretaria de Saúde logo nas primeiras horas da manhã.

Segundo o Ministério Público, houve o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão além da execução de sete ordens de afastamento dos cargos contra agentes públicos no âmbito de uma investigação que apura fraudes na gestão da fila de atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade. As ordens judiciais foram executadas por agentes do Gaeco de Curitiba.

Segundo o Promotor responsável pela investigação, o Vereador João Fernandes Ribeiro buscava pacientes que estavam na fila de espera do SUS e, mediante a cobrança de R$ 200,00 ou solicitação de favores políticos, providenciava o agendamento quase imediato para exames complexos (tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros) e consultas com médicos especialistas, em prejuízo das pessoas que já estavam na fila do SUS. Em alguns casos, o Vereador levava os pacientes pessoalmente ao Hospital.

A partir de contato do chefe do Setor de Transporte Sanitário do Município, João Fila, que foi afastado do cargo, servidoras da Secretária de Saúde faziam os agendamentos para estes pacientes. O médico Antônio Ezequiel Kovalski era o responsável por elaborar guias de exames a pedido do Vereador e do chefe de Transporte Sanitário. O médico é concursado no município e foi afastado das funções, assim como quatro servidoras da Secretaria Municipal de Saúde, sendo elas Vania Druscz, Vanessa Dzikovicz, Janaina Padilha Miguel e Marcia Schinda.

Todos os funcionários foram afastados de seus cargos e tiveram seus celulares apreendidos. Além disso, os envolvidos estão proibidos de ficar a menos de 200 metros dos prédios da Prefeitura, da Câmara de Vereadores e do Hospital Municipal até a conclusão das investigações. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Lapa.

Por fim, o Vereador João Fernandes Ribeiro, além de ser afastado das funções de Vereador, ainda acabou sendo preso por posse ilegal de arma de fogo em casa. A arma foi encontrada pelo Gaeco durante cumprimento dos mandados de busca a apreensão.