Falsa cooperativa de crédito tenta aplicar golpe em Contenda e região

Um pedido de anúncio comercial feito ao Jornal MARCA por parte de uma suposta cooperativa de crédito situada em Minas Gerais levantou suspeitas e levou à descoberta de um golpe. Usando o nome de uma empresa verdadeira, localizada na mesma região, um estelionatário entrou em contato pedindo valores para veiculações comerciais da empresa, chamada Credprata.

No spot comercial enviado ao jornal após a apresentação de valores para fazer as veiculações, a falsa empresa anuncia que oferece empréstimo a juros menores que os praticados no mercado. Os valores liberados vão de R$ 10 mil a R$ 300 mil, com parcelas baixas e atrativas, a partir de R$ 125,00. Tudo facilitado e sem muita burocracia – o que de imediato já levanta suspeitas.

Diante disso, uma simples pesquisa bastou para constatar que o CNPJ, endereço e outras informações repassadas pelo estelionatário são inválidas. Ainda, nas várias ligações telefônicas feitas pelo mesmo foi possível constatar de que se tratava de uma mesma pessoa, um homem, que mudava o tom da voz e se passava por outros membros da suposta equipe que trabalha na citada empresa. Ele afirma que a empresa em que trabalha faz empréstimos para todo o Brasil, com parcelamento de até 120 vezes, com prestações fixas no carnê.

O golpista também afirma que a Credprata anuncia os empréstimos por todo o país em emissoras de rádio, jornais e televisão. Após a apresentação de valores para veiculações comerciais, o golpista, no entanto, pediu um prazo de 10 dias após o início dos anúncios para efetuar o pagamento.

A empresa de crédito verdadeira, a Crediprata, que atua no sistema Sicoob na região de Minas Gerais, confirma o golpe. A diferença no nome das duas é a letra “i”, presente no da verdadeira e ausente no da golpista. Ainda segundo a empresa verdadeira, há um trabalho de investigação sobre a atuação do golpista.

A Polícia Civil foi informada sobre a tentativa de anúncio do golpe em Contenda e região.

Como funciona o golpe

O golpe do falso empréstimo é aplicado em todo o país. Há notícias de várias regiões onde os estelionatários procuram a imprensa local para veicular a propaganda dos empréstimos fraudulentos. Como as condições oferecidas são muito vantajosas, muita gente acaba caindo no golpe.

Quando o empréstimo fica acertado entre o golpista e a vítima, a mesma é informada que precisa depositar uma porcentagem do valor total do empréstimo, geralmente entre 5 e 10%, como suposta garantia para concessão do empréstimo. Uma vez que o valor seja depositado, os estelionatários que praticam esse tipo de crime já não atendem mais as ligações e, obviamente, jamais depositam o valor referente ao empréstimo.

Muitas vezes, para convencer as pessoas de que o dinheiro está liberado, os falsários depositam cheques sem fundos (geralmente roubados) na conta das vítimas, o que as levam a acreditar que o dinheiro do empréstimo foi liberado e que depositar na conta deles a porcentagem faz parte do processo.

A orientação da Polícia é desconfiar sempre. Os empréstimos, por exemplo, nunca são feitos apenas por telefone. É preciso assinar contrato, fazer cadastro – tudo pessoal. Não tem como fazer um contrato de risco à distância, ainda mais envolvendo valores altos.

 

Informações enviadas pela falsa empresa.

 

Anúncio enviado pela empresa fraudulenta.