Suspeito pela morte de Celio é solto após conseguir Habeas Corpus; Ministério Público, no entanto, ofereceu denúncia contra o acusado

Celio Roberto Soares de Campos era morador de Contenda.

Suspeito de encomendar a morte de seu então sócio Celio Roberto Soares de Campos, Everton Gonçalves foi solto na última sexta-feira, dia 3 de Julho, após conseguir um Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça do Paraná. O Habeas Corpus foi deferido pela juíza Simone Cherem Fabrício de Melo. A alegação exposta no deferimento do Habeas Corpus foi de que o crime do qual Everton é acusado já foi praticando há mais de um ano e que não existem fatos novos no caso que justificassem sua permanência na prisão – Everton, que tem 33 anos, estava preso preventivamente. O crime aconteceu em março de 2019. Os dois possuíam sociedade em uma empresa de segurança e vigilância.

Já na última segunda-feira, 6 de Julho, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Everton pelo crime de homicídio qualificado. Seguindo inquérito concluído pela Polícia Civil, o MP alega que Everton armou uma emboscada na qual seu sócio acabou assassinado e reitera ainda que a vítima teria descoberto desvios na empresa, por parte de seu sócio, e que já teria inclusive manifestado seu desejo de desfazer a sociedade – Celio foi assassinado num suposto assalto durante uma reunião na qual possivelmente desfaria a sociedade. O autor dos disparos ainda não foi identificado e a arma usada no crime não foi encontrada.

“Insatisfeito com tal situação, desfaria a sociedade com Everton na mencionada reunião, inclusive, juntando provas de sua desconfiança em uma pasta de documentos, a qual não foi localizada, conforme se apurou nas investigações policiais”, consta, ainda, nos autos do MP.

A juíza substituta da Vara Criminal de Araucária, Helênika Valente de Souza Pinto, acatou a denúncia oferecida pelo Ministério Público e estipulou um prazo de 10 dias para que Everton apresente defesa. No momento, ele está em liberdade.