Organosafra deve sair de Contenda

Fotos: Marcos Paulo / colaboração ao Jornal MARCA

Com informações da Câmara Municipal

Na última Quarta-Feira (12) foi realizada na Câmara Municipal de Contenda uma Audiência Pública para tratar da situação da empresa Organosafra no município. A reunião lotou o plenário da Câmara Municipal, onde foi mais uma vez evidenciado por moradores o impacto que as atividades da mesma têm causado a quem reside próximo ao local. A Organosafra, que fica localizada na Avenida São João, localidade de Lagoa das Almas, realiza processo de compostagem de materiais orgânicos e produção de adubo. Devido ao mau cheiro gerado pelas atividades da empresa, muitas pessoas estão solicitando providências já há um bom tempo, tendo em vista que o mau odor atinge muitas áreas da cidade.

A reunião contou com a presença de Vereadores, do Prefeito, do Diretor da Vigilância Sanitária, do chefe de Divisão de Fiscalização Ambiental, do Secretário de Indústria, Agricultura e Meio Ambiente do município, e de representantes do Instituto de Água e Terra (IAT), do sócio-proprietário do terreno onde está localizada a empresa e de um advogado que representou a respectiva.

A população relatou o incômodo e até mesmo os problemas de saúde que o mau odor exalado provoca. Moradores relataram que os caminhões que transportam os resíduos até a empresa deixam cair resíduos na rua, como ovo podre e outros, e que a compostagem tem causado uma infestação de moscas varejeiras, entre outras situações.

Mauro Tomita, proprietário do terreno onde está localizada a empresa e consultor ambiental da mesma, esclareceu que a instalação da empresa em 2010 atendeu às exigências do Plano Diretor do município, ainda vigente, bem como demais legislações. Ele esclareceu, porém, que as atividades da Organosafra no local serão encerradas em razão das circunstâncias atuais, e que a empresa será instalada no município da Lapa. O processo de mudança, porém, pode demorar, pois depende, entre outros, dos processos legais e da obtenção das licenças necessárias para instalação da empresa no novo local.

Luiz Fornazzari, do Instituto de Águas e Terra, afirmou que o órgão ambiental tomará as medidas cabíveis e que quanto à instalação da empresa em outro município, o instituto vai trabalhar no licenciamento com a máxima rapidez possível.

O advogado Rogério Stancyk, que representou a empresa, afirmou que a mesma está realizando medidas para minimizar o odor,  mas que o maior compromisso é mesmo sair do local, citando, inclusive, que um contrato de recebimento de cerca de 30 toneladas de resíduos recebidos da Ceasa já foi cancelado e que a empresa tem funcionado em apenas 10% de sua capacidade, para reduzir o mau cheiro.